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Não me prometa nada

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Ficção l 22 l Direção: Eva Randolph l 2017

Hua e Ayon - um casal de primos chineses - se apaixonam secretamente. De repente, tudo muda quando Ayon recebe uma passagem de volta para a China. As ruas da Tijuca se transformam para o ano novo chinês enquanto o Rio se prepara para as Olimpíadas.

Roteiro: Eva Randolph

Produção: Imagem-Tempo e Selva Ilimitada

Montagem: Eva Randolph e Marilia Morais

Elenco: Vivian yan e Pedro Li

Direção de Fotografia: Pedro Faerstein

Direção de Arte: Elsa Romero

Som: Henrique Ligeiro, Guile Martins e Ruben Valdes

Resenha

Por: Mauro Machado

“Não me prometa nada” é curioso em sua premissa, que inclui um romance inserido numa comunidade chinesa no Rio de Janeiro. Como tantos outros grupos de estrangeiros, os chineses também tendem a possuir forte rede de solidariedade entre si e, a partir disso, não apenas construir a vida no novo país bem como preservar sua cultura originária. A partir do momento em que estão em outro local, no entanto, como o Brasil, é inevitável que ocorra uma fusão dessas diferentes culturas que resulta em dinâmicas sócio-culturais bastante únicas. O filme, naturalmente, é repleto desses pequenos detalhes, mas parte deles para falar de um panorama maior.

Na realidade, “Não me prometa nada" não trata nem apenas de um romance e nem apenas do cotidiano de imigrantes chineses no Brasil, quer falar das relações humanas num sentido mais geral. É evidente que faz isso a partir de um recorte mais específico, mas é a partir também desse recorte que uma série de possibilidades se abrem para serem abordadas no filme, o que se mostra pelos momentos em vemos o registro de alguns dos personagens no zoológico, interagindo com ponto turístico da cidade que escolheram como lar. Por outro lado, a tradicional festa chinesa que aparece no desenrolar do curta também faz parte da vida dos personagens, também possui forte relação com eles, mas se funde à outros elementos. E, para além disso tudo, é natural imaginar que o romance visto também vai se pautar conforme essa dinâmica de mediação cultural vai se dando, e esse é o grande ponto de “Não me prometa nada”, o que também leva em consideração que tal romance não é convencional. 

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